Enquanto o café passa, decidi escrever sobre algo que muitos de nós tentamos evitar a todo custo: o desconforto. Frequentemente, caímos na armadilha de acreditar que o sucesso deveria nos trazer uma paz constante, mas a verdade que tenho vivido é outra: conforto não é a mesma coisa que realização.
Hoje, escrevo quase como um desabafo. Tenho percebido que, nos momentos em que mais avanço em minha vida e nos meus projetos, é exatamente quando sinto o maior desconforto. Esse sentimento surge da necessidade de organizar e reorganizar cada pequena peça para que as coisas finalmente deem certo. Recentemente, me peguei refletindo se eu não deveria estar me sentindo mais “confortável” com minhas conquistas, mas cheguei à conclusão de que não. Quando estamos confortáveis demais, é sinal de que as coisas não estão mudando.
Se eu quero mudança e evolução, preciso gerar esse desconforto; ele é o preço necessário para construir uma nova realidade. Atualmente, vivo isso na pele com a expansão da Kaiora, minha empresa, os preparativos para o lançamento do meu livro e o desenvolvimento de um novo negócio. São tantas novidades e desafios diferentes que o sentimento de estranheza é constante, mas é justamente assim que sei que estou no caminho certo.
Eu descobri que não nasci para ficar parado no mesmo lugar ou para guardar comigo aquilo que acredito que pode transformar a vida das pessoas. Gosto da pessoa realizadora que me tornei e sei que, se você acompanha esta coluna, provavelmente também busca essa realização.
Por isso, o meu convite hoje é para que, quando as coisas ficarem difíceis ou desconfortáveis, você não fuja. Lembre-se de que esse é o investimento para as suas realizações. Mantenha o foco, a organização e a estratégia, mas, acima de tudo, mantenha o seu coração em tudo o que faz. No fim do dia, é esse toque humano e essa entrega que realmente fazem a diferença.










