Em assembleia geral nesta quarta-feira (29), municipários de Pelotas decidiram solicitar o reajuste de 9,77% nos salários. A discussão da pauta do Sindicato dos Municipários (SIMP), na primeira reunião do ano, reuniu cerca de 2 mil servidores no Auditorio Antônio Edgar Nogueira.
O reajuste abrange 3,77% referente ao acumulado da inflação nos últimos 12 meses e 6% a título de ganho real. Outro pedido da categoria dos é a elevação do valor do vale-alimentação, dos atuais R$ 531,00 para R$ 600,00 mensais, além do adiantamento da data do pagamento para o último dia útil do mês. A proposta foi aprovada por unanimidade e segue para avaliação do executivo.
Segundo o presidente do sindicato, Tiago Botelho, a assembleia reúne trabalhadores efetivos, celetistas e estatutários de diferentes áreas do serviço público municipal. “Reunimos servidores de todas as secretarias municipais. O objetivo é tratar da pauta data-base, composta por reivindicações salariais e por temas administrativos e legais importantes para a categoria”, conta.
Plano de carreira é a principal pauta
Segundo Botelho, o principal debate de longo prazo será o plano de carreira do funcionalismo. “O objetivo é construir ao longo deste ano uma proposta de plano de carreira que possa gerar efeitos financeiros já em 2027”, explica.
O grupo deverá definir uma comissão representativa de todas as categorias para debater, a partir de julho, com uma comissão de negociação estabelecida pelo executivo, para tratar do plano até o final do ano. “Queremos chegar a uma proposta final para aprovar o que for mais benéfico para os servidores e entre na lei orçamentária anual de 2027”, diz.
Demandas além da questão financeira
Além das reivindicações econômicas, o sindicato também apresentou propostas ligadas à valorização profissional e à regulamentação de direitos. Entre elas, está o pedido para que agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias recebam como parcela remuneratória o incentivo financeiro anual repassado pelo governo federal.
Outra reivindicação é o retorno dos auxiliares de educação infantil ao quadro do magistério municipal. “Eles trabalham junto com os professores da educação infantil, participam do processo pedagógico e são legítimos educadores”, defende.
Também estão entre os temas debatidos a regulamentação dos adicionais de insalubridade e risco de vida para servidores expostos a situações perigosas no exercício das funções.
Negociação com a Prefeitura
O documento será encaminhado ao prefeito Fernando Marroni, que deverá responder formalmente ao sindicato durante o mês de maio. A partir disso, uma nova assembleia será convocada para avaliar a proposta do Executivo e definir os próximos passos. Botelho afirmou que o governo municipal tem mantido abertura ao diálogo desde o início da gestão.














