Há 115 anos
Foi no ano de 1911, durante a diretoria presidida pelo coronel Joaquim Augusto de Assumpção Júnior, que a Bibliotheca Pública Pelotense começou a ganhar o seu segundo piso. Inicialmente, a entidade, fundada em 1875, foi inaugurada, em prédio cedido pelo Visconde da Graça, em 5 de março de 1876, que ficava na rua General Neto esquina Anchieta, conforme a historiadora Beatriz Loner, no Dicionário de História de Pelotas (UFPel).
Na época, contava com um acervo de 960 volumes. Pouco tempo depois, começaram as tratativas para a construção de uma sede própria, sendo lançada a pedra fundamental em 7 de setembro de 1878. O terreno ficava ao lado da Prefeitura e em frente à praça Coronel Pedro Osorio.
Isella e Casaretto
O edifício da Bibliotheca foi projetado pelo arquiteto italiano José Isella e construído por Manoel Jorge Rodrigues. Inicialmente era um prédio de um pavimento apenas, mas no ano de 1911 foi iniciada a construção do segundo piso, projetado pelo arquiteto Caetano Casaretto e inaugurado no ano de 1913.
“A proposta teve como ponto alto o conjunto formado pela escada que leva ao segundo pavimento, estrutura de apoio do mezanino e a grande zenital que coroa o salão de leitura. Os principais materiais utilizados nesses elementos foram o ferro, o mármore e o vidro. As paredes superiores que contornam esse espaço receberam pinturas parietais e elementos decorativos em relevo”, como descreve a historiadora Beatriz.
Na história
O imóvel na rua General Neto, primeira casa da BPP, abrigou também até 2016, a Secretaria de Educação e Desporto. Entretanto, foi internamente destruído por um incêndio ocorrido em 24 de fevereiro de 2019.
Fontes: Dicionário de História de Pelotas, volume I, organizado pelo historiadores Beatriz Ana Loner, Lorena Gill e Mario Osorio Magalhães
Há 25 anos
Sesc Pelotas apresentava duas exposições simultaneamente
Em abril de 2001, Pelotas viveu um daqueles momentos em que a arte parecia ocupar diferentes cantos da cidade. O Sesc local promoveu duas mostras simultâneas: Ciência das cores e Ceramistas. Cada uma a seu modo, convidava o público a ver o mundo com outros olhos.
Dentro do projeto SesCiência, na Casa 2 da praça Coronel Pedro Osório, a exposição Ciência das cores transformava conceitos em experiência. Em um ambiente escurecido, quase um labirinto, luz e cor deixavam de ser teoria para se tornarem sensação. Reflexos, refrações e a magia da decomposição luminosa dialogavam com obras de inspiração impressionista e expressionista. Era arte e conhecimento caminhando juntos, aproximando escolas e curiosos.
Ceramistas
Enquanto isso, no hall do prédio do Sesc, na rua Gonçalves Chaves, a cerâmica ganhava forma e significado. Maria da Graça Antunes apresentava figuras femininas marcadas por força, gestação e sensualidade. Já Vera Souto explorava a leveza e a delicadeza da alma feminina em suas peças.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense










