Emerson Rosa não descarta contratações para reforçar o elenco do Brasil e acredita que a situação na Série D poderia ser melhor. Por outro lado, o responsável pelo futebol na gestão da SAF vê potencial no grupo comandado por Gilson Maciel e considera a próxima semana decisiva. Paralelamente, cita “consciência limpa” com relação à pendência judicial que ainda impede a transferência de ações para os investidores.
Em entrevista concedida nesta sexta-feira à Rádio Pelotense 99,5 FM, o pelotense voltou a citar a dificuldade da reformulação. O ex-volante da Seleção reforça que o clube busca melhorar o gramado do Bento Freitas e destaca haver frequentes reuniões com pessoas “da cidade e de fora” em busca de parcerias comerciais. Sobre o desempenho do time de Gilson Maciel, vê dois extremos – contra Blumenau, negativamente, e Inter, positivamente.
“Entendemos que nosso time pode render mais. Pode ser muito competitivo dentro dessa competição. E agora temos um jogo que realmente é uma final, um confronto direto [contra o São José]. Se me perguntassem há um tempo, nunca imaginaria que estivéssemos nessa situação, porque imaginei que poderíamos estar melhor”, avalia a respeito da condição do Xavante na tabela do grupo A16 da Série D.
Questionado a respeito de possíveis reforços, Emerson não descarta. “Nunca deixamos de observar o mercado e de dar as melhores condições não só para o treinador, mas para o elenco”, afirma, referindo-se à temporada inteira, com a Série A-2 do Gauchão no horizonte a partir de agosto.
“Consciência limpa”
Formalmente, o clube associativo detém 100% das ações da SAF do Brasil. Os 90% comprados pela Xavante Participações ainda não foram transferidos. Isso se dá em função do clube estar em recuperação judicial, e é necessária uma autorização do juiz para concretizar a transição das ações – cenário em que se inclui a assembleia de credores, sem data para ocorrer após cancelamento no último dia 5.
“Muitas coisas dependem de terceiros, principalmente essas questões mais burocráticas. Estamos fazendo tudo que é necessário para acelerar esse processo. […] A consciência está limpa no sentido de que algumas coisas não dependem da gente”, garante Emerson.
Perguntado sobre as negociações por uma área para construção de um centro de treinamento, o gestor diz existirem conversas e trata o tema como complexo. “Não é uma coisa que a gente consegue resolver da noite para o dia. Temos hoje uma parceria com o Marini [Arena Marini, na BR-392], que os próprios jogadores gostam muito”.












