Se o Inter já conseguiu ajustar o sistema defensivo e passou a sofrer menos gols no Campeonato Brasileiro, o ataque ainda está longe de oferecer a mesma segurança. E o principal ponto de interrogação está justamente na posição de centroavante, onde Rafael Borré e Alerrandro vivem uma espécie de “gangorra” ao longo da temporada. Nem um, nem outro parece ser suficiente e ambos são criticados.
A dupla alterna raros momentos de destaque, mas nenhum dos dois conseguiu se firmar como referência absoluta. Borré inicia a maioria das partidas, mas muitos torcedores pedem Alerrandro no time. Quando há um revezamento, o melhor parece ser o outro. O cenário evidencia a falta de regularidade na posição. A solução sempre está naquele que não está em campo.
Borré começou o ano em alta, sendo decisivo no primeiro Gre-Nal da temporada, ainda em janeiro, quando o Inter venceu por 4 a 2. No entanto, os números recentes mostram queda de produção. Dos seis gols marcados em 2026, cinco foram no Campeonato Gaúcho. No Brasileirão, balançou as redes apenas uma vez, contra o Flamengo, ainda na segunda rodada, desempenho considerado abaixo para um atleta com carreira na Europa e status de titular.
Alerrandro chegou ao Beira-Rio neste ano para disputar espaço. Com o peso de ter sido goleador do Brasileirão de 2024, o atacante desembarcou após passagem apagada pelo CSKA, da Rússia, cercado de expectativa. Contratado por empréstimo até o fim da temporada, ele ainda busca sequência para confirmar a fama de artilheiro, mas não conseguiu aproveitar as chances que teve.
A dificuldade dos centroavantes impacta diretamente o desempenho ofensivo da equipe. Apesar de conseguir criar oportunidades, o Inter não tem convertido esse volume em gols com a frequência necessária. E os gols geralmente não são feitos pelos centroavantes, mas por outros jogadores. A baixa efetividade dos atacantes é um dos motivos para o ataque do Inter ser um dos piores entre os 20 times que disputam o Campeonato Brasileiro.
O técnico Paulo Pezzolano reconhece o problema e cobra maior eficiência no último terço do campo. Após o Gre-Nal do último sábado, ele reconheceu que o time cresceu bastante em seu desempenho defensivo, mas que há ajustes a serem feitos no ataque. “Defensivamente, melhoramos muito. Estamos muito bem, mas ainda dá para melhorar. Agora, temos que encaixar ofensivamente também. Mas vamos seguir melhorando. Estamos tristes, porque estávamos em casa e queríamos a vitória (sobre o Grêmio). Agora, vamos em busca da vitória sobre o Mirassol”, destacou o comandante, já projetando a próxima rodada.

| Foto: ARTE: LEANDRO MACIEL
Veja Também











