O Brasil empatou em 0 a 0 com o São José, neste domingo (17), no Bento Freitas, pela 7ª rodada da Série D. O resultado manteve o Xavante na 4ª colocação do Grupo A16, dentro da zona de classificação, mas deixou a disputa pela última vaga sem margem para conforto. Com o empate, o Brasil chegou a oito pontos, contra seis do São José, restando três rodadas para o fim da primeira fase.
O placar sem gols também confirmou um padrão do confronto. Assim como havia ocorrido no primeiro turno, em Porto Alegre, Brasil e São José fizeram um jogo de pouca criatividade e terminaram zerados. No Bento Freitas, o Xavante teve mais posse, mexeu na escalação e tentou mudar peças em todos os setores, mas voltou a esbarrar na dificuldade de transformar domínio territorial em criação. A bola circulou demais entre os defensores, encontrou poucos espaços por dentro e raramente chegou em condição clara aos homens da frente, gerando vaias da torcida.
O São José, mais forte nas disputas, aceitou jogar sem a bola, mas conseguiu impedir que o Brasil controlasse o jogo perto da área. Por isso, o empate preserva a posição, mas não resolve a vida do Xavante. O próximo compromisso pela Série D será contra o São Joseense, fora de casa, no próximo domingo (24). Na reta final, o Brasil ainda precisa pontuar para defender o lugar no G-4 e impedir que o São José, adversário direto, assuma o posto. Antes disso, o time volta a campo na quinta-feira, em Bagé, no clássico Bra-Far contra o Farroupilha, pela Copa FGF.
Mudam os atores, filme se repete
Sabendo da necessidade de vitória no confronto direto para se manter na zona de classificação à próxima fase, Gilson Maciel escalou o Brasil com mudanças em todos os setores. Tiago Baiano voltou à lateral direita, enquanto Streit retomou o posto no lado esquerdo. No meio-campo, Thiago Henrique substituiu o capitão Júlio Simas, suspenso. Gabriel Masson e Guty ficaram com as vagas de Yuri e Denis Germano. Além disso, o bom desempenho contra o Guarany de Bagé, pela Copa FGF, rendeu a Gabriel Morbeck a posição de centroavante titular, com o artilheiro Iury Tanque no banco de reservas.
Mudaram os atores, mas o filme foi o mesmo. A primeira etapa foi de pouca criatividade. O Brasil teve mais posse de bola, mas quase sempre entre os jogadores de defesa. O São José, em marcação mais baixa, negou espaços aos meio-campistas xavantes e teve superioridade em boa parte das divididas. Com isso, a equipe de Porto Alegre rondou mais a área do goleiro Edson, ainda que sem criar grandes oportunidades.
Aos 23 minutos, saiu a única chance mais clara, mas que nem entrou para a estatística. Tiago Baiano cruzou na área, Tony Lucas subiu e cabeceou na trave. Apesar do perigo, o lance foi anulado em seguida, porque o assistente sinalizou que a bola havia ultrapassado a linha de fundo antes da conclusão.
Após o apito para o intervalo, jogadores dos dois times foram para cima da arbitragem. A reclamação foi mais intensa pelo lado do Brasil, especialmente por causa da marcação de um impedimento. A confusão cresceu, virou empurra-empurra e só foi encerrada quando o batalhão de choque cercou a equipe de arbitragem, enquanto os demais policiais conduziram os jogadores do São José ao vestiário. A confusão resultou nas expulsões de Tony Lucas, zagueiro do Brasil, e Lucas Grafite, atacante do São José.
Nada de novo na segunda etapa
Em razão da perda de um defensor, expulso, Gilson Maciel teve de fazer a primeira substituição no intervalo. Entrou o zagueiro Zamora e saiu o meia Guty. Como Argel Fuchs havia perdido um atacante, apenas reposicionou o São José no 4-4-1, mesma formação em que o Xavante retornou ao gramado do Bento Freitas. Porém, com poucos reflexos na retomada, o técnico xavante mexeu no ataque logo aos oito minutos, com Robinho e Iury Tanque nos lugares de Andrey e Morbeck.
O São José, por outro lado, voltou arriscando mais finalizações de longa distância, especialmente com Bagatini. As duas deram trabalho para o goleiro Edson, que defendeu em ambas as oportunidades. Observando a fragilidade defensiva, Gilson Maciel fez mais uma troca aos 15 minutos, colocando o volante Alan no lugar de Thiago Henrique.
Apesar das alterações, o jogo transcorreu de forma parecida, com muita disputa no meio-campo e pouca criação. Na reta final, o Brasil tentou fazer jus ao mando de campo e foi para o abafa, principalmente com cruzamentos na área. Aos 32 minutos, Lula recebeu de Streit na área, tentou por cobertura sobre Fábio, mas mandou para fora. A pressão seguiu nos seis minutos de acréscimos, com o Brasil rondando a área, mas sem sucesso. Aos 49, o São José ainda colocou uma bola na trave, mas também não conseguiu balançar as redes.
Após o apito final, a torcida xavante vaiou o time. Na sequência, os jogadores se aproximaram da arquibancada e ouviram as cobranças.












