Por: Cíntia Piegas
Há 64 anos
Pelotas oficializava, em 30 de abril de 1962, dois de seus principais símbolos: o hino e a bandeira do município. A medida foi sancionada pelo então prefeito João Carlos Gastal, por meio da Lei nº 1.119.
A música do Hino de Pelotas é de autoria do maestro Romeu Tagnin e letra de Hipólito Lucena. Foi composto para as comemorações do centenário da elevação a cidade, em 1935. A letra e a música foram escolhidas mediante concurso, sendo que foi exigido da letra um resumo do assunto de forma acessível aos alunos das escolas primárias, possuindo para tal uma linguagem simples e não extenso número de versos.
Concorreram 21 candidatos, e o resultado foi divulgado em 1º de junho de 1935. A partir de então, iniciou-se o concurso para escolha da música que melhor se adaptasse à letra classificada. Concorreram 13 composições, escolhendo-se, em 5 de junho, o trabalho musical de Romeu Tagnin por unanimidade da comissão julgadora.
O júri foi composto pelo doutor Francisco Simões, pelo professor Milton de Lemos e pela professora Lourdes Nascimento. Sob a regência do maestro Romeu Tagnin e acompanhamento da banda do 9º Regimento de Infantaria, o hino foi cantado, pela primeira vez, em 7 de julho de 1935, por um coro composto de alunos da rede de ensino, previamente selecionados pelo referido maestro e pelo professor Milton de Lemos
Já a bandeira municipal, também instituída pela mesma lei, foi criada pelo artista Artur Henrique Foerstnow. O símbolo é composto por três faixas verticais: duas azuis nas laterais e uma branca ao centro, onde está inserido o brasão da cidade.
Há 50 anos
Enquanto Pelotas ainda não tinha programação definida para o Dia do Trabalhador, o então 4º Distrito, hoje município de Capão do Leão, organizava uma agenda completa para marcar o 1º de maio. A iniciativa partia da Associação dos Trabalhadores do 4º Distrito, que preparava uma série de atividades ao longo do dia. A programação começaria pela manhã, com alvorada e romaria motorizada, seguida de desfile de carros alegóricos.
Também estavam previstos jogos esportivos em diversas modalidades, além de quermesses beneficentes organizadas pelo setor jovem da entidade. À tarde, o tradicional galpão crioulo receberia atividades festivas, reunindo trabalhadores e famílias. Mesmo com pouca divulgação oficial, as comemorações no distrito já atraíam grande público, transformando o local em ponto de encontro regional na data.
Há 30 anos

(Foto: Reprodução)
O impasse entre pescadores da Colônia Z-3, em Pelotas, e o Ibama mobilizava a categoria na região sul do Estado. Em reunião com representantes do sindicato e da Secretaria do Meio Ambiente, trabalhadores reafirmavam a intenção de continuar pescando nas lagoas Mirim e dos Patos, mesmo diante das restrições.
O principal problema era o custo para regularização da atividade. Segundo lideranças, muitos pescadores não conseguiram se cadastrar dentro do prazo por não terem condições de pagar taxas e seguro exigidos.
A situação gerava preocupação e revolta. Representantes da categoria alertavam que impedir a pesca poderia comprometer a subsistência de famílias inteiras, além de afetar trabalhadores de municípios vizinhos, como São Lourenço do Sul.














