A movimentação nos bastidores do Inter começa a ganhar força a meses da eleição presidencial, marcada para o fim do ano e que vai substituir Alessandro Barcellos. Um novo grupo, formado por dirigentes e conselheiros com longa trajetória no clube junto com outros com pouca experiência na política colorada, vem se articulando com o objetivo de apoiar um candidato capaz de promover a união interna em um momento considerado delicado.
Entre os integrantes estão nomes conhecidos da política colorada, como os ex-presidentes Pedro Paulo Záchia e Marcelo Medeiros, além de Newton Drummond, executivo durante o período de grandes conquistas do clube. Também participam os conselheiros Cláudio Bier e João Pedro Lamana Paiva. Um dos principais articuladores do movimento é o advogado Carlos Marun, ex-ministro do governo Michel Temer.
De acordo com Marun, a intenção não é lançar uma candidatura própria, mas construir apoio em torno de um nome que reúna características consideradas essenciais para o cargo. “A ideia não é sair do grupo um candidato, mas apoiar alguém que reúna as qualidades que acreditamos necessárias para liderar o Inter em um momento complicado como o atual. É preciso unir os movimentos”, afirmou.
As reuniões ocorrem há alguns meses e devem ganhar novo capítulo na próxima segunda-feira, quando cerca de 35 integrantes são esperados para mais um encontro. O grupo trabalha com a proposta de pacificação interna e estabelece critérios claros para o futuro presidente. “A nossa ideia é tentar pacificar o clube, mas dentro de alguns princípios. O futuro presidente do Inter precisa ter experiência, independência financeira para se dedicar ao clube, vida ilibada e, acima de tudo, ser muito colorado”, finalizou Marun.
A articulação evidencia o aquecimento do cenário político no Beira-Rio, antecipando um processo eleitoral que tende a ser marcado pela busca de consenso em meio aos diferentes grupos que compõem o quadro associativo colorado.
Veja Também













