O Inter avança para concluir a contratação de Carlos Noval, de 61 anos, para assumir o comando das categorias de base. O movimento ocorre poucos dias após uma intervenção profunda no setor, conduzida pelo diretor-executivo Fabinho Soldado, e que resultou em uma série de desligamentos.
A aproximação com Noval não é casual. Ele e Fabinho trabalharam juntos no Flamengo, onde o dirigente construiu boa parte de sua trajetória. A indicação reforça o peso do executivo no processo de reformulação e sinaliza a intenção de alinhar a base ao modelo adotado no futebol profissional.
Na última sexta-feira (24), o clube promoveu mudanças significativas no departamento. Deixaram suas funções o executivo Fernando Rech, o gerente de captação Luther Alves e o técnico do sub-20, Mário Jorge. O movimento também provocou a saída do diretor-geral Luís Caldas Milano Júnior, que optou por deixar o cargo alegando motivos particulares após a intervenção.
A investida em Noval representa mais do que uma simples troca de comando. Internamente, o entendimento é de que a chegada do dirigente pode marcar um novo momento na integração entre base e equipe principal, uma demanda antiga dentro do clube.
Com cerca de 15 anos de atuação no Flamengo, Noval acumulou funções como gerente e diretor das categorias inferiores, período em que participou da formação de diversos atletas que chegaram ao elenco profissional. Ele ainda teve uma breve passagem pelo time principal, antes de retornar à base. Sua saída do clube carioca ocorreu após a chegada do dirigente português José Boto, que optou por implementar uma nova estrutura e indicou Alfredo Almeida para a função.
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