O elevado número de bolas levantadas na área não se traduziu em eficiência para o Inter na derrota por 2 a 1 para o Mirassol, no último domingo, no Beira-Rio. Foram 11 escanteios e 48 cruzamentos ao longo da partida, mas apenas um gol, já nos acréscimos, marcado por Alan Patrick, insuficiente para evitar o revés em casa. Diante desse cenário, o técnico Paulo Pezzolano avalia mudanças no setor ofensivo e pode dar uma nova oportunidade a Alerrandro já no confronto contra o Athletic-MG, nesta quarta-feira, em Florianópolis, pela estreia colorada na Copa do Brasil.
A possível alteração não se deve apenas ao jejum de Rafael Borré, que não marca desde a semifinal do Gauchão, em fevereiro, quando balançou a rede na vitória por 4 a 0 sobre o Ypiranga. O estilo de jogo adotado recentemente, com maior uso de bolas aéreas e jogadas diretas, também pesa na análise da comissão técnica.
Com características distintas, os dois atacantes oferecem alternativas diferentes. Borré, com 1,74m, se destaca pela mobilidade e pela qualidade técnica. Já Alerrandro, mais alto e com presença física, tende a se encaixar melhor em um modelo que prioriza cruzamentos e disputas dentro da área.
Após a partida do fim de semana, ainda no Beira-Rio, Pezzolano ressaltou o empenho de Borré nos treinamentos e a busca por recuperação, mas admitiu que a troca pode ser uma solução para melhorar o desempenho ofensivo da equipe.
A definição deve ocorrer momentos antes da partida, em um contexto no qual o Inter busca alternativas para transformar volume em efetividade e, assim, iniciar a trajetória na Copa do Brasil com um resultado positivo.
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