Menos de dois meses após traçar metas ambiciosas para o futebol do Inter, o cenário dentro de campo já impõe desafios ao planejamento apresentado pelo executivo Fabinho Soldado ao Conselho Deliberativo. Na ocasião, logo após a derrota por 3 a 0 no Gre-Nal decisivo do Gauchão, em 2 de março, o dirigente detalhou objetivos esportivos e financeiros para os próximos ciclos. Entre as projeções, estavam a busca por, no mínimo, um décimo lugar no Campeonato Brasileiro e a chegada às quartas de final da Copa do Brasil. Ao mesmo tempo, Soldado indicou que o clube pretendia reduzir custos do futebol no segundo semestre.
“No Campeonato Brasileiro, queremos ser o 10º colocado e, na Copa do Brasil, chegar às quartas de final. Isso é o que está no orçamento do clube, mas internamente, a gente trabalha de uma outra forma. A gente pensa algo bem maior e bem compatível ao tamanho do Inter. Se essa é a meta, isso aqui é o mínimo que a gente precisa entregar. Mas todos nós entendemos que há espaço e é possível pensar mais alto”, afirmou Fabinho, conforme consta em ata da reunião.
O executivo também explicou a lógica financeira por trás da montagem do grupo, com maior concentração de investimentos no primeiro semestre, período com calendário mais carregado. Ou seja, o clube deverá desfazer-se de algumas peças na próxima janela para cumprir o planejamento.
“No segundo semestre, temos um número menor de jogos e, por isso, temos uma estratégia em nível de elenco, que precisa ser mais robusto no primeiro semestre. Isso foi alinhado com o financeiro. Depois, no segundo semestre, vamos ter um pouco mais de tranquilidade em relação ao trabalho”, projetou Fabinho.
No entanto, o desempenho até aqui não acompanha a expectativa. Às vésperas da 14ª rodada do Brasileirão, o Inter aparece na 16ª colocação, com a mesma pontuação do primeiro time dentro da zona de rebaixamento, o Santos. Restando cinco partidas até a pausa para a Copa do Mundo, marco que encerra o primeiro semestre, o clube ainda busca a “gordura” necessária para atravessar a segunda metade do ano com maior estabilidade e sem sustos. Mas a realidade é que se não vencer o Fluminense, neste domingo, no Beira-Rio, poderá mergulhar na zona de rebaixamento já nesta rodada.
O planejamento também inclui movimentações, principalmente de saídas, na janela de transferências do meio do ano. O lateral Bernabei, destaque da equipe com cinco gols na temporada, desperta interesse do futebol europeu e pode ser negociado por valores próximos a 9 milhões de euros. Já Rafael Borré é outro nome cotado para saída, com expectativa de valorização após a disputa da Copa.
Mesmo diante das dificuldades, Fabinho reforçou a necessidade de alinhar desempenho esportivo e equilíbrio financeiro no projeto colorado. “O objetivo é continuar evoluindo a gestão de futebol, integrando ‘performance’ em campo, valorização de ativos e sustentabilidade financeira. E quando eu digo que isso é um projeto do Inter, ele tem que estar 100% alinhado com o financeiro”, concluiu.
Veja Também














