A proximidade do início da safra do camarão, marcado para 1º de fevereiro, gera apreensão entre pescadores artesanais de Pelotas. A expectativa para a temporada é considerada baixa, principalmente em razão da instabilidade do tempo e das condições da Lagoa dos Patos, que nos últimos anos não tem apresentado a maré baixa necessária para uma boa produção.
A pesca artesanal é uma atividade tradicional na região e envolve mais de 1,4 mil pessoas em comunidades como Colônia Z3, Pontal da Barra, Ponte São Gonçalo, Doquinhas, Balsa e Vila da Palha. O trabalho é realizado com redes de pesca e embarcações simples, como canoas e pequenos barcos, sendo a safra do camarão uma das principais fontes de renda dessas famílias.
Assim como outras espécies capturadas na região — entre elas tainha, corvina, linguado e traíra — o camarão possui período de defeso, regulamentado pelo Ibama. A medida tem como objetivo garantir a reprodução e o crescimento da espécie, mas fatores climáticos desfavoráveis vêm dificultando a recuperação do estoque.
De acordo com representantes do setor pesqueiro, a combinação entre clima instável e condições inadequadas da lagoa reduz as chances de uma safra positiva neste ano, aumentando a preocupação das comunidades que dependem diretamente da pesca artesanal.
Postado por: @jornalpelotasnoticias














