Março não é só o mês das flores e das homenagens. É também o mês em
que precisamos gritar mais alto contra a violência que insiste em calar mulheres.
O feminicídio é a face mais brutal de um sistema que naturaliza o controle, a
opressão e, em última instância, a morte de mulheres pelo simples fato de serem
mulheres.
Feminicídio: não é caso isolado, é epidemia
Quando uma mulher é assassinada por seu companheiro, ex-parceiro ou por
alguém que a vê como propriedade, não estamos diante de uma tragédia
individual. Estamos diante de uma epidemia social. O feminicídio é a ponta do
iceberg de uma cultura que ainda tolera piadas machistas, culpabiliza vítimas e
relativiza agressões.
Março: flores não bastam
O Dia Internacional da Mulher não pode ser reduzido a rosas entregues em
escritórios ou discursos protocolares. Enquanto isso, mulheres continuam sendo
mortas dentro de casa, no trabalho, nas ruas.
Avanços que precisam sair do papel
A Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio como crime hediondo foram
conquistas históricas. Mas de que adianta uma lei se a medida protetiva demora
a ser concedida? De que adianta um cadastro nacional de agressores se ele não é
implementado em todo o país? O Brasil precisa transformar letra de lei em prática
cotidiana.
Mobilização social: a força que muda
Nenhuma mudança virá apenas de cima. É nas ruas, no coletivo, nas
universidades, nos sindicatos e nas comunidades que a resistência se fortalece.
Cada ato público, cada marcha, cada denúncia é um lembrete de que não
aceitaremos mais em silêncio.Por isso tudo, mais do que flores, justiça
Março é o mês da mulher, mas não pode ser só isso. É o mês de reafirmar que
feminicídio não é destino, é resultado de uma cultura que precisa ser
desmontada. É hora de exigir respeito, proteção e justiça. Porque nossas vidas
não cabem em estatísticas — cabem em futuro.
Mulheres, vamos em frente, ENFRENTEM.
Mariana Monteiro
Colunista Pelotas Notícias
Advogada sócia do Escritório Costa Monteiro Advogados Associad














