Há 25 anos
O pelotense Luiz Carlos Vinholes, compositor erudito contemporâneo, é considerado o precursor da música aleatória ao lado do norte-americano John Cage, palestrou em Pelotas, no dia 19 de abril de 2001. O encontro com o autor aconteceu no auditório do antigo Instituto de Letras e Artes (ILA/UFPel).
Na palestra, Vinholes falou sobre a São Paulo dos anos 50. Época de rara efervescência em todas as manifestações culturais. Das artes plásticas à arquitetura, com a projeção de Oscar Niemeyer, da poesia concreta dos irmãos Campos à dança de Lia Carvalho, mentora da Escola de Dança da Universidade de Brasília, do Teatro, com o crítico Décio de Almeida Prado, à música do compositor e professor alemão H.J. Koellreuter – professor de Vinholes na Escola Livre de Música. “Mais tarde trabalhei com ele e até hoje somos grandes amigos”, contou na época.
Processo criativo
Luiz Carlos Vinholes ainda abordou o processo criativo do fazer musical. “É um tema que abarca qualquer atividade artística, como artes plásticas e literatura”, afirmou. Durante a palestra ele desenvolveu trabalho semelhante ao que realizou em 1998 no Festival da Palavra de Veneza, onde dividiu a abertura do evento com o escritor e semiólogo italiano, Umberto Eco. Para isso ele pediu que quem quer que estivesse lá, levasse uma pedra. “Mas não é para atirar em mim”, brincou.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 27 anos
Eco-Museu da Ilha da Pólvora surgiu em 1999
Em 22 de abril de 1999 foi inaugurado, em Rio Grande, o Eco-Museu da Ilha da Pólvora. A iniciativa, uma parceria da Universidade Federal do Rio Grande com apoio do Exército, tem a proposta de abordar a história natural do estuário do Rio Grande.
A Ilha da Pólvora, patrimônio do Exército Brasileiro localiza-se no estuário da Laguna dos Patos e possui 42 hectares de marismas, que são áreas periodicamente alagadas pela maré e servem de habitat para várias espécies de aves, roedores, moluscos, crustáceos, larvas e juvenis de peixes.
Estudos científicos
Essas marismas estão bem preservadas e, por isso, são utilizadas com objetivos educacionais e científicos. Neste museu também são desenvolvidos diversos trabalhos científicos de graduação e pós-graduação, dentre os quais se destacam estudos sobre a vegetação, crustáceos, aves e roedores.
Fonte: site Museus Furg
Há 100 anos
Victor Russomano ministra sua primeira aula no Gymnásio Pelotense

Antes de abordar o assunto do programa oficial, o Russomano se referiu a emoção que sentia ao assumir aquele cargo (Foto: Reprodução)
Assumindo a cadeira de Filosofia, com o afastamento temporário do titular da disciplina, professor Fernando Luis Osorio, o doutor Victor Russomano ministrou a aula inaugural, a um grande número de alunos do então Gymnásio Pelotense. Na audiência também estavam colegas do educandário.
Antes de abordar o assunto do programa oficial, o Russomano se referiu a emoção que sentia ao assumir aquele cargo, numa escola que havia formado o próprio professor, juntamente com uma geração outros profissionais da cidade. “Sob a orientação elevada de um magistério civil onde havia nomes como os de João Affonso Corrêa de Almeida, Carlos André Laquintinie, Charles Dupont, Hermenegildo Bicker, Manoel Serafim Gomes de Freitas, Gregorio Iruzun e esse tipo extraordinário de bondade e inteligência, o doutor Francisco J. Rodrigues de Araujo”, falou Russomano.
Referiu-se, ainda o jovem professor, ex-bacharel em ciências e letras do Gymnásio Pelotense, formado em 1918, a ação do poder público municipal, recordando os actos de Cypriano Corrêa Barcellos, ao municipalizar a escola e ao ex-intendente (prefeito) Pedro Luis Osorio, que oficializou o ato.
Na história
O pai de Mozart Victor Russomano (jurista e ex-ministro do TST) chamava-se Victor Russomano. Ele foi um renomado médico obstetra, advogado e deputado federal constituinte em 1936, falecido precocemente em 1937. Mozart Victor Russomano (1922-2010) foi um influente jurista brasileiro, professor e presidente do TST.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; blog Mozart Victor Russomano










