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Alertas de enchentes para o primeiro semestre são precipitados, afirma meteorologista


Desde que começaram a circular informações sobre o aumento da probabilidade do Rio Grande do Sul ser impactado pelo fenômeno climático El Niño no segundo semestre deste ano, alguns alertas também foram espalhados pelas redes sociais. Entre eles, alguns contendo projeções de inundações ainda nos próximos meses preocupam especialistas. Segundo o meteorologista do Centro Interinstitucional de Previsão e Observação de Eventos Extremos (Ciex) e do Instituto de Oceanografia da Furg, Ricardo Gotuzzo, o momento é de preparação dos municípios para enfrentar as mudanças climáticas que devem se consolidar na segunda metade do ano.

A definição de “super El Niño” será confirmada caso a anomalia de temperatura no Pacífico esteja acima de dois graus celsius. As previsões sugerem que 2026 pode atingir essa marca, similar aos eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16. “É frequente que informações em redes sociais antecipem ou superestimem cenários climáticos, gerando um alarde desnecessário. O nosso papel é trazer os dados oficiais para que a sociedade troque o medo pelo planejamento”, diz o especialista. O período de maior atenção para o Rio Grande do Sul é projetado para o final do ano, atingindo 93% de probabilidade de registro de El Niño no último trimestre.

De acordo com as agências internacionais, o Pacífico passa por uma fase de transição. Os modelos climáticos indicam que o El Niño deve atuar com maior intensidade apenas no segundo semestre, com a probabilidade de ocorrência saltando para 90% apenas no trimestre de agosto a outubro, período próximo e durante a primavera no Hemisfério Sul.

Possibilidade de Super El Niño

O meteorologista recomenda cautela com nomenclaturas extremas. Segundo ele, os dados demonstram um acúmulo de energia no Oceano Pacífico, com uma probabilidade de 25% para um evento de categoria forte a muito forte. No entanto, a confirmação dessa intensidade depende da continuidade das anomalias de vento ao longo de todo o inverno. A maior probabilidade no momento aponta para um evento forte, ainda que não seja possível prever um cenário extremo de forma antecipada.

Impactos

A união de outros fatores, como as anomalias do Oceano Atlântico Sul e a Oscilação Antártica, também poderão impactar em como a nossa região irá sentir os efeitos desse El Niño, podendo ser até mesmo amenizados. “Para exemplificar, já tivemos registros históricos de fenômenos El Niño ativos e fortes sem maiores impactos hidrológicos no Rio Grande do Sul, o ano de 2015 é um caso clássico. É exatamente por isso que a meteorologia exige análise contínua”, reforça Gotuzzo.

O especialista também destaca o momento vivido pelo Planeta Terra, de aquecimento acumulado, o que potencializa os impactos desse e de muitos outros fenômenos climáticos com o passar dos anos. “É projetado um período com temperaturas sensivelmente elevadas em relação à média, incluindo a manutenção de madrugadas quentes. Esse cenário requer planejamento rigoroso”, diz.

Momento de prevenção

Do ponto de vista da gestão de risco, o meteorologista do Ciex afirma que não há motivo para pânico, pois, a tendência de consolidação do fenômeno se dá no segundo semestre, favorecendo que as prefeituras trabalhem com antecedência na prevenção. “Temos o tempo a nosso favor. A orientação aos órgãos de Gestão Pública, Defesa Civil e à sociedade é utilizar esta janela de tempo para revisar planos de contingência, limpar calhas, desobstruir bueiros, realizar manutenção de infraestruturas urbanas e desobstruir vias de escoamento. A antecipação baseada em evidências científicas é a melhor estratégia para conter possíveis danos”, conclui Ricardo

O coordenador da Defesa Civil Regional (CrepDec4), Márcio Facin, afirma que a região está mais preparada para enfrentar as mudanças climáticas, do que há dois anos atrás, quando a elevação nos níveis de rios e arroios trouxeram devastação para o Rio Grande do Sul. Segundo ele, na época das enchentes de maio de 2024 duas pessoas faziam toda a gestão da defesa civil na Zona Sul do Estado. Hoje, há uma rede de pesquisadores integrados e também uma informatização maior que permite a atualização do cenário em tempo real, a partir das estações hidrometeorológicas que foram instaladas em todo o território gaúcho “A nossa intensidade de trabalho aumentou muito, porque a sociedade passou a ver a defesa civil de maneira diferente. Era vista como um segmento acessório no âmbito da gestão pública, e hoje é vista como um organismo central, a ponto do governador do Estado estar encaminhando à Assembleia Legislativa a criação de uma Secretaria Estadual de Defesa Civil muito em breve. Isso fez com que muitas coisas mudassem”, afirma.



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