Nesta quarta-feira, a Polícia Civil indiciou a executiva de futebol feminino do Grêmio, Bárbara Fonseca, por injúria racial. A dirigente foi denunciada por ter proferido ofensas de cunho racial contra um dos dirigentes da Camisa 12, torcida organizada do Internacional. O fato ocorreu no dia 28 de março, após a vitória do Grêmio sobre o Inter por 2 a 0, em partida válida pelo Brasileirão Feminino.
Durante a investigação, foram ouvidas 11 pessoas, incluindo a vítima e a dirigente. Segundo a Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI), três testemunhas confirmaram ter ouvido as ofensas. A polícia também analisou imagens das câmeras de segurança do Sesc Protásio Alves, onde ocorreu a partida. Porém, as imagens não registraram o fato.
O indiciamento ocorreu pelo crime de injúria racial, previsto no artigo 2º-A da Lei 7.716/89. O procedimento foi remetido ao Poder Judiciário para adoção das medidas legais cabíveis.
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Mais cedo nesta semana, o STJD denunciou o clube e a dirigente pelo ocorrido, conforme o artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Bárbara pode ser punida com suspensão de até 360 dias e multa de até R$ 100 mil. Já o Tricolor pode ser punido com perda de pontos e mando de campo, além de multa de até R$ 100 mil e obrigação de implementar políticas de combate ao racismo.
Veja a nota do Grêmio
“O Departamento Jurídico do clube acompanha os desdobramentos do caso, prestando o suporte institucional e observando, em toda a sua atuação, o respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. O clube reitera sua convicção na versão apresentada pela executiva de que não houve ofensa racial em nenhum momento. O clube confia que as autoridades competentes promoverão a completa elucidação dos fatos, com estrita observância das garantias legais e processuais.”










