A relação entre Grêmio e Alfa voltou à estaca zero. Uma semana após assinar o acordo para quitar R$ 12 milhões em 12 parcelas mensais de R$ 1 milhão, a antiga patrocinadora master não cumpriu a data do primeiro pagamento e, com isso, o Tricolor notificou a Justiça para resolver o imbróglio nessa via.
O valor acertado entre as partes era referente a três meses atrasados do ano passado: setembro, outubro e novembro. Foi a alternativa encontrada pelo Grêmio para tentar evitar a briga judicial, além de que o clube não tinha a garantia do recebimento integral exigido, que incluiria a multa rescisória e danos emergentes da rescisão (R$ 30 milhões). O montante total chegaria a R$ 42 milhões.
Com o não cumprimento da Alfa, o imbróglio volta, agora, ao trâmite normal da Justiça, e o Tricolor já sabe que deve se arrastar por bastante tempo. A mesma situação vive o Inter, que conseguiu bloquear valores através de uma ação semelhante realizada na semana passada, e esse, também, deve ser o caminho do Grêmio.
Enquanto essa situação segue indefinida, o clube trabalha para anunciar o novo patrocinador master. São mais de quatro meses desde o rompimento com a Alfa, que tinha vínculo até o final de 2027 e havia se comprometido a pagar R$ 50 milhões por ano. Por causa da situação com a Alfa, o foco do Grêmio é acertar com uma empresa fora do ramo das casas de apostas. Após o clássico Gre-Nal 452, o presidente Odorico Roman foi questionado sobre o assunto e justificou a demora para encontrar um novo parceiro.
“Tivemos esse percalço inesperado. É preciso entender que as grandes empresas, que são as que podem ser patrocinadores de clubes da Série A, fazem orçamento no ano anterior. Qualquer empresa que se preze, faz orçamento de 2026 em 2025. E normalmente essas empresas fecham os orçamentos em outubro. Tratar com uma empresa para pedir que patrocine o Grêmio, que abra uma verba no orçamento de 40, 50, 60 milhões de reais, não é uma tarefa simples”, afirmou.
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