
A construção da nova ponte na Colônia Z3, em Pelotas, passou a ser tema de debate político nos últimos dias após declarações públicas envolvendo representantes do Legislativo e do Executivo municipal. O assunto ganhou repercussão a partir de manifestações do vereador Cauê Fuhro Souto, que apresentou sua versão sobre a origem da articulação que resultou na viabilização da obra.
Segundo o parlamentar, o processo teria sido iniciado ainda durante o período das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024. Conforme relatado, a mobilização ocorreu por meio de seu gabinete, em conjunto com o então ministro da Reconstrução, Paulo Pimenta, em um contexto de busca por soluções emergenciais e investimentos em infraestrutura nas regiões afetadas.
De acordo com registros citados pelo vereador, em julho de 2024 já havia sido anunciada a aprovação do projeto, que previa a construção de uma ponte em estrutura de concreto, com investimento estimado inicialmente em R$ 811,2 mil. A proposta, conforme informado, tinha como objetivo melhorar o acesso e a segurança da comunidade da Colônia Z3, área historicamente impactada por questões de mobilidade e vulnerabilidade em períodos de cheias.
Posteriormente, em fevereiro de 2026, a Prefeitura de Pelotas formalizou o andamento da obra com a assinatura do contrato para execução. O documento foi firmado pelo prefeito Fernando Marroni e prevê investimento de R$ 897 mil, com recursos oriundos do governo federal por meio da Defesa Civil. A diferença de valores, segundo apurações, pode estar relacionada a atualizações de orçamento e adequações técnicas no projeto ao longo do tempo.
O vereador Cauê Fuhro Souto sustenta que a articulação dos recursos teve origem em seu mandato e afirma que houve participação ativa de sua equipe na fase inicial do processo. Em suas declarações, ele também questiona a forma como a obra vem sendo apresentada publicamente, sugerindo que a iniciativa estaria sendo atribuída a outros agentes políticos sem o devido reconhecimento da etapa inicial de encaminhamento.
Ainda conforme o parlamentar, nem o Executivo municipal nem o deputado federal citado nas discussões teriam atuado diretamente na viabilização inicial do projeto. As afirmações foram feitas em manifestações nas redes sociais e em contato com a imprensa, ampliando o debate público sobre a autoria das articulações.
Por outro lado, a Prefeitura de Pelotas destaca a execução da obra como um avanço significativo para a infraestrutura da região. Em sua posição institucional, o Executivo ressalta que a iniciativa terá impacto direto na mobilidade urbana e na segurança dos moradores da Colônia Z3, especialmente em períodos de instabilidade climática, quando o acesso pode ser comprometido.
A administração municipal também enfatiza a importância da parceria com o governo federal para viabilizar investimentos dessa natureza, apontando que a obra integra um conjunto de ações voltadas à melhoria das condições estruturais em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento local.
O episódio evidencia um cenário de divergências políticas sobre a condução, articulação e autoria de projetos públicos, situação comum em obras que envolvem diferentes esferas de governo e atores institucionais. Especialistas apontam que, em muitos casos, iniciativas dessa natureza passam por diversas etapas — desde a proposição inicial até a execução — envolvendo múltiplos agentes ao longo do processo.
Enquanto isso, moradores da Colônia Z3 acompanham o andamento da obra com expectativa, considerando os benefícios práticos que a nova estrutura poderá trazer para o dia a dia da comunidade, especialmente em relação ao deslocamento e à segurança viária.
A reportagem segue acompanhando o caso e aguarda eventuais novos posicionamentos das partes envolvidas, bem como atualizações sobre o andamento da obra e seus impactos para a população local.
Postado por: @jornalpelotasnoticias














