Horas após encontrar o governador Eduardo Leite (PSD) e receber dele o pedido para que abra mão de sua promessa de anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, o pré-candidato à presidência do PSD, Ronaldo Caiado, classificou o pleito como “a única divergência” entre ele e o governador gaúcho. “Este não é um tema que possa ser motivo de nenhum constrangimento entre nós no processo de uma campanha eleitoral. O resto, 100% de convergência”, disse Caiado.
Ele não demonstrou, entretanto, qualquer indicativo de abrir mão da ideia. Pelo contrário, o ex-governador goiano defendeu o processo de anistia como uma maneira de acabar com a polarização.
Apesar disso, ele classificou a conversa entre ele e Leite como “extremamente produtiva” e disse que chamará o governador gaúcho para ajudá-lo no Palácio do Planalto. “Eu disse a ele: ‘eu vou lhe fazer um pedido, que você abra mão do seu ano sabático e me ajude a governar em 2027′”, contou Caiado.
Após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., de concorrer à presidência pelo PSD, Caiado e Leite disputavam o posto de pré-candidatos. O governador gaúcho, contudo, foi preterido e o partido comandado por Gilberto Kassab anunciou a pré-candidatura de Caiado.
O ex-governador goiano foi um dos três pré-candidatos à presidência que participaram do painel dos presidenciáveis promovido pelo Fórum da Liberdade, nesta quinta-feira. Ao lado dele, também falaram Romeu Zema, pré-candidato ao Planalto pelo Novo, e Aldo Rebelo, pré-candidato pela Democracia Cristã.











