O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ajuizou uma ação civil pública contra o Município de Pelotas e o Instituto Brasileiro de Saúde, Ensino, Pesquisa e Extensão para o Desenvolvimento Humano (IBSaúde), empresa administradora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Areal. As irregularidades na forma como o instituto realiza os pagamentos à direção da própria entidade foram identificadas por um robô (bot), gerenciado pelo MP, para exame de processos de tramitação junto ao Tribunal de Contas.
Segundo o órgão, embora o IBSaúde seja formalmente registrado como uma organização sem fins lucrativos, a investigação aponta que, na prática, a entidade funciona como uma empresa familiar, voltada à obtenção de ganhos econômicos. O robô identificou pagamentos feitos pelo instituto a empresas pertencentes ao presidente, filho e à nora, todos integrantes da direção.
Com isso, o MPRS pede a suspensão do contrato de atuação na administração da UPA do Areal, a aplicação de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento e, ao final, a anulação do termo de colaboração, apontando que realizará apuração de possíveis atos de improbidade administrativa oportunamente.
O IBSaúde informou que ainda não foi notificado formalmente sobre a ação e que irá pronunciar-se assim que tiver acesso.
A prefeitura de Pelotas ainda não se pronunciou sobre o caso.











