Após a publicação de uma reportagem do portal GZH Zona Sul que aborda denúncias de possíveis práticas de assédio durante um treinamento da Guarda Municipal de Pelotas, integrantes da turma formada em 2024 encaminharam ao Pelotas Notícias uma carta aberta se posicionando sobre o caso.
No documento, os agentes afirmam que a maioria dos guardas que participou do curso de formação demonstra apoio aos instrutores responsáveis pelo treinamento e contesta as acusações divulgadas. Segundo o texto, os participantes afirmam que o curso exigiu esforço físico, preparo psicológico e disciplina, características consideradas essenciais para o exercício da função na segurança pública.
A carta aberta foi enviada ao Pelotas Notícias pela guarda municipal Priscila Borges, que afirma representar a posição de colegas que participaram da formação.
De acordo com a carta encaminhada à reportagem, os guardas destacam que o processo de formação envolveu técnicas operacionais e treinamentos que fazem parte da preparação de profissionais da área de segurança. Entre os exemplos citados estão atividades de defesa pessoal, treinamento físico e exercícios voltados ao uso de equipamentos de menor potencial ofensivo.
Os autores do documento também mencionam que a exposição controlada a agentes químicos, como gás lacrimogêneo, teria sido realizada em ambiente de treinamento com o objetivo de preparar os agentes para situações reais de atuação. Segundo eles, a experiência permite compreender os efeitos desses equipamentos, aprender protocolos de segurança e desenvolver controle emocional em situações de estresse.
Outro ponto destacado na carta é o treinamento em artes marciais e técnicas de defesa pessoal. Conforme o relato dos guardas, essas atividades buscam ensinar formas de contenção e imobilização de suspeitos com menor risco de lesões, além de contribuir para o condicionamento físico e a disciplina necessária ao trabalho nas ruas.
A carta também aborda a capacitação para uso de equipamentos de incapacitação neuromuscular, conhecidos como armas de condutividade elétrica, utilizados por forças de segurança como alternativa de menor potencial letal. Segundo o texto, o treinamento inclui orientações sobre funcionamento do equipamento, limites legais e protocolos de uso.
Ainda conforme o documento enviado ao Pelotas Notícias, os guardas afirmam que participaram das atividades de forma voluntária e que os treinamentos teriam contribuído para a preparação profissional da turma.
A reportagem publicada pela GZH Zona Sul cita que o Ministério Público do Trabalho investiga denúncias relacionadas ao estágio de adaptação realizado no final de 2024. O caso também estaria sendo analisado por meio de procedimentos internos da administração municipal.
O Pelotas Notícias segue acompanhando o caso e permanece aberto para manifestações de todas as partes envolvidas.
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Fonte: Carta aberta enviada pela guarda municipal Priscila Borges ao Pelotas Notícias e reportagem da GZH Zona Sul.












