Os investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) avisaram à defesa do banqueiro Daniel Vorcaro que sua proposta de delação premiada deve apresentar um conjunto de provas inédito, além do que já foi encontrado no celular dele, e têm dito que a negociação vai durar o tempo que for necessário.
O acordo de Vorcaro tem sido visto com ceticismo por investigadores e ainda há dúvidas se ele conseguirá apresentar novas informações relevantes, diante da grande quantidade de provas já colhidas até o momento.
Preso no dia 4 de março, ele começou a desenhar seu acordo de delação premiada no dia 19, quando foi transferido para a Superintendência da PF em Brasília. Vorcaro assinou um termo de confidencialidade, que dá início ao processo, mas ainda tem que apresentar os anexos da delação para começar a negociar o acordo propriamente dito.
De acordo com pessoas com acesso às tratativas, três tópicos hoje são considerados mais problemáticos para fechar o acordo: o tempo de prisão que Vorcaro terá que cumprir, o valor total do ressarcimento e a inclusão de informações sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no cardápio da delação.
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